Estabelecer marcos históricos é
sempre perigoso e arbitrário, particularmente, no campo das
artes.
Inúmeros fatores concorrem para o estabelecimento de determinada
técnica, seu emprego, práticas associadas e impacto numa ordem
cultural. Aqui serão apresentados alguns, no intuito de melhor
conhecer esta complexa manifestação estética a qual muitos chamam
de a 7ª Arte. De
fato, a data de 28 de Dezembro de 1895, é especial no que refere ao
cinema, e sua história. Neste dia, no Salão Grand Café, em Paris,
os Irmãos
Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu
invento ao qual chamaram Cinematógrafo.
O evento causou comoção nos 30 e poucos presentes, a notícia se
alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o
mundo e faria nascer uma indústria multibilionária. O filme exibido
foi
L'Arrivée d'un Train à La Ciotat.
Hoje em dia, o cinema baseia-se em projeções públicas de imagens
animadas. O cinema nasceu de várias inovações que vão desde o
domínio fotográfico até a síntese do movimento utilizando a
persistência
da visão com a invenção de jogos ópticos. Dentre os jogos
óticos inventados vale a pena destacar o thaumatrópio
(inventado entre 1820 e 1825 por William
Fitton), fenacistoscópio
(inventado em 1829 por Joseph-Antoine
Ferdinand Plateau), zootropo (em 1834 por Will
George Horner) e praxinoscópio
(em 1877 por Emily Reynaud). Em
1888,
Emily Reynaud melhorou sua invenção e começou projetar imagens no
Musée Grévin durante 10 anos.
Em 1876, Eadweard
Muybridge fez uma experiência: primeiro colocou 12 e depois 24
câmeras fotográficas ao longo de um hipódromo e tirou várias fotos
da passagem de um cavalo. Ele obteve assim a decomposição do
movimento em várias fotografias e através de um zoopraxinoscópio
pode recompor o movimento. Em 1882, Étienne-Jules Marley
melhorou o aparelho de Muybridge. Em 1888, Louis Aimée Augustin
Le Prince filmou uma cena de cerca de 2 segundos mas a fragilidade
do papel utilizado fez com que a projeção ficasse inadequada.
William Kennedy Laurie Dickson, chefe engenheiro da Edison
Laboratories, inventou uma tira de celulóide contendo uma sequência
de imagens que seria a base para fotografia e projeção de imagens
em movimento. Em 1891, Thomas Edison
inventou o cinetógrafo e
posteriormente o cinetoscópio.
O último era uma caixa movida a eletricidade que continha a
película inventada por Dickson mas com funções limitadas. O
cinetoscópio não projetava o filme.
Programa da primeira
exibição
Baseado na invenção de Edison, Auguste e Louis Lumière
inventaram o cinematógrafo,
um aparelho portátil que consistia num aparelho três em um (máquina
de filmar, de revelar e projetar). Em 1895, o pai dos irmãos
Lumière, Antoine, organizou uma exibição pública paga de filmes no
dia 28 de dezembro no
Salão do Grand Café de Paris. A exposição foi um
sucesso. Este dia, data da primeira projeção pública paga, é
comumente conhecida como o nascimento do cinema mesmo que os irmãos
Lumière não tenham reivindicado para si a invenção de tal feito.
Porém, as histórias americanas atribuem um maior peso a Thomas
Edison pela invenção do cinema, quando na verdade o que ele fez foi
pegar pequenos videos e exibi-los em maquinas caça-níquel, e para
não perder tal fonte lucrativa sempre foi contra a exibição dos
filmes em grandes salas.
Os irmãos Lumière enviaram ao mundo, a fim de apresentar
pequenos filmes, os primeiros registros como um início do cinema
amador. "Sortie
de l'usine Lumière à Lyon" (ou "Empregados deixando a
Fábrica Lumière") é tido como o primeiro audiovisual exibido
na história, sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. Do mesmo
ano, ainda dos irmãos Lumiére o filme "The Sprinkler
Sprinkled", uma pequena comédia. Menos de 6 meses depois,
Edison projetaria seu primeiro filme, "Vitascope".
Experiência de Eadweard
Muybridge
Animação
[editar]
Cinema mudo
Desde o início, inventores e produtores tentaram casar a imagem
com um som sincronizado. Mas nenhuma técnica deu certo até a década
de 20. Assim sendo, durante 30 anos os filmes eram praticamente
silenciosos sendo acompanhados muitas vezes de música ao vivo,
outras vezes de efeitos especiais e narração e diálogos escritos
presentes entre cenas.
[editar]
Desenvolvimento e negócio
O ilusionista francês, Georges
Méliès começou a exibir filmes em 1896, quando ganhou uma
"filmadora". Ele foi pioneiro em alguns efeitos especiais.
Seu filme "Le Voyage
dans la Lune" (ou "Viagem à Lua") de apenas 14
minutos foi o primeiro a tratar sobre o assunto de alienígenas.
Edwin S. Porter que se tornou camaraman de Thomas Edison usou
pela primeira vez a técnica de edição de imagens. Em seu filme
"Life of an American Fireman" de 1903 é possível ver duas
imagens diferentes mas que ocorreram simultâneamente, a visão de
uma mulher sendo resgatada por um bombeiro e a mesma cena com a
visão do bombeiro resgatando a mulher. Em "The Great Train
Robbery" (1903), um dos primeiros westerns do cinema, o grande
legado foi o "cross-cutting" com imagens simultâneas em
diferentes lugares. Mas o mais importante em Porter, foi que o
final do filme "The Great Train Robbery" teve que ser mudado, por
motivos morais e éticos, visto que originalmente os bandidos se
saiam bem no final, o que passava uma idéia de impunidade ao povo,
se mostrava a partir dai, um cinema "educador".
O desenvolvimento de filmes fez crescer os nickelodeons,
pequenos lugares de exibição de filmes onde se pagava o ingresso de
1 nickel.Onde se juntavam uma grande quantidade de pessoas,
chamando a atenção da elite para o poder de influencia daquelas
exibições. O filmes também começaram a crescer em duração. Antes um
filme durava de 10 a 15 minutos. Em 1906, o filme australiano
"The Story of the Kelly Gang" tinha 70 minutos sendo
lembrado até hoje como o primeiro longa metragem da história do
cinema. Depois do filme australiano, a Europa começou a produzir
filmes até mais longos: "Queen Elizabeth" (filme francês
de 1912), "Quo
Vadis?" (filme italiano de 1913) e "Cabiria"
(filme italiano de 1914), este último com 123
minutos de duração.
Imagem do polêmico filme
"The Birth of a
Nation"
Em janeiro de 1914 foi exibido "Photo-Drama
of Creation", um filme com mais de 8 horas de duração
apresentado e narrado por Charles Taze
Russell, fundador do movimento religioso dos Estudantes
da Bíblia e da Sociedade
Torre de Vigia.[carece de
fontes?] O Fotodrama consistia de um conjunto de
slides com pinturas coloridas descrevendo o relato criativo bíblico
desde a criação do Universo aos dias atuais, se prolongando pelos
1.000 anos futuros do
reino de Jesus, segundo as crenças de Russell.[1]
Foi o primeiro filme a incluir som sincronizado e imagens
coloridas.[2][3]
Pelo lado americano, o diretor D. W. Griffith
conseguia destaque. Seu filme, "The Birth of a
Nation" (ou "O Nascimento de uma nação") de
1915,
foi considerado um dos filmes mais populares da época do cinema
mudo, causou polêmica porque foi mal-interpretado, onde um simples
retrato da sociedade americana foi considerado uma glorificação da
escravatura, segregação racial e promoção do aparecimento da
Ku Klux Klan e
Intolerance (1916) já "Intolerance: Love's Struggle Throughout
the Ages" (ou "Intolerância") é considerado uma das
grandes obras do cinema mudo, apesar da grande massa nao ter
entendido a proposta de quatro historias simultaneas, achando o
filme muito confuso.
Em 1907, os irmãos Lafitte
criaram os filmes de arte na França com a intenção de levar as
classes mais altas ao cinema já que estes pensavam ser o cinema
para classes menos educadas.
Até esta época, Itália e França tinham o cinema mais popular e
poderoso do mundo mas com a Primeira
Guerra Mundial, a indústria européia de cinema foi arrasada. Os
EUA começaram a destacar-se no mundo do cinema fazendo e importando
diversos filmes. Thomas Edison tentou tomar o controle dos direitos
sobre a exploração do cinematógrafo. Alguns produtores
independentes emigraram de Nova York à costa
oeste em pequeno povoado chamado Hollywoodland, graças a Griffith,
que já o sugeria. Lá encontraram condições ideais para rodar: dias
ensolarados quase todo ano, diferentes paisagens que puderam servir
como locações e quase todos as etnias como, negros, brancos,
latinos, indianos, indios orientais e etc, um "banquete" de
coadjuvantes. Assim nasceu a chamada "Meca do Cinema", e
Hollywood se transformou no mais importante centro da industria
cinematográfica do planeta.
Nesta época foram fundados os mais importantes estúdios de
cinema (Fox, Universal, Paramount) controlados por judeus (Daryl
Zanuck, Samuel Bronston, Samuel Goldwyn, etc.) que viam o cinema
como um negócio. Lutaram entre si e as vezes para competir melhor,
juntaram empresas assim nasceu a 20th Century Fox (da antiga
Fox) e
Metro Goldwyn Meyer (união dos estúdios de Samuel Goldwyn com Louis
Meyer). Os estúdios encontraram diretores e atores e com isso
nasceu o "star system", sistema de promoção de estrelas e
com isso, de ideologias e pensamentos de Hollywood.
Começaram a se destacar nesta época comédias de Charlie Chaplin
e Buster Keaton,
aventuras de Douglas
Fairbanks e romances de Clara Bow. Foi o
próprio Charles Chaplin e Douglas Fairbanks junto a Mary Pickford e
David Wark Griffith que acabaram criando a United Artist
com o motivo de desafiar o poder dos grandes estúdios.
[editar]
O cinema no mundo
Em alternativa a Hollywood existiam vários outros lugares que
investiam no cinema e contribuiam para seu desenvolvimento. Na
França, os cineastas entre 1919 e 1929 começaram um
estilo chamado de Cinema Impressionista Francês ou cinema de
vanguarda (avant
garde em francês). Se destacaram nesta época o cineasta
Abel Gance com seu
filme épico "J'Accuse" e Jean Epstein com
seu filme "A queda da casa de Usher" de 1929. Na Alemanha surgiu o
expressionismo
alemão donde se destacam os filmes "Das
Cabinet des Dr. Caligari" ("O gabinete do doutor
Caligari") de 1920 do diretor Robert Wiene,
"Nosferatu",
"Phantom" ambos de
1922 e
do diretor Friedrich
Wilhelm Murnau e Metrópolis de
Fritz Lang de
1929.
Na Espanha surgiu o cinema
surrealista donde se destacou o diretor
Luis Buñel. "Un Perro andaluz" (ou "Um Cão
Andaluz" em português) de 1928 foi o filme que mais
representou o cinema surrealista de Buñel.Na Rússia se
destacou o cineasta Serguei
Eisenstein que criou uma nova técnica de montagem, chamada
montagem intelectual ou dialéctica. Seu filme de maior destaque foi
"The
Battleship Potemkin" (ou br: "O Encouraçado
Potemkin", pt: "O Couraçado Potemkin") de 1925.
Infelizmente, cerca de 90% dos filmes mudos se perderam. De fato, a
maioria dos filmes mudos foi derretida a fim de recuperarem o
nitrato de
prata, um componente caro.
[editar]
A era do som
Até então já haviam sido feitos experimentos com som mas com
problemas de sincronização e amplificação. Em 1926, a Warner Brothers
introduziu o sistema de som Vitaphone (gravação de som sobre um
disco) até que em 1927, a Warner lançou o
filme "The Jazz Singer", um musical que pela primeira vez
na história do cinema possuia alguns dialogos e cantorias
sincronizados aliados a partes totalmente sem som; então em
1928 o
filme "The Lights of New York" ,(também da Warner), se
tornaria o primeiro filme com som totalmente sincronizado. O som
gravado no disco do sistema Vitaphone foi logo sendo substituído
por outro sistema como o Movietone da Fox, DeForest Phonofilm e
Photophone da RCA com sistema de som no próprio filme.
O Beijo, lançado em
1929 e protagonizado pela atriz sueca Greta
Garbo, foi o último filme mudo da MGM e o último da história
de Hollywood, com exceção de duas jóias raras de Chaplin: Luzes da Cidade
e Tempos
Modernos.
No final de 1929, o cinema de Hollywood
já era quase totalmente falado. No resto do mundo, por razões
economicas, a transição do mudo para o falado foi feito mais
lentamente. Neste mesmo ano já lançado grandes filmes falados como
"Blackmail" de Alfred
Hitchcock (o primeiro filme inglês falado), "Applause"
do diretor Rouben Mamoulian (um musical em preto e branco) e
"Chinatown Nights" de William Wellman (mesmo diretor de
"Uma estrela nasce" de 1937). Foi também no ano de
1929 criado o prêmio Oscar ou Prêmios da
Acadmia que serve até os dias atuais como premiação aos melhores do
cinema.
[editar]
Criatividade
O uso do som fez com que o cinema se diversificasse mais em
termos de gêneros nascia entre eles o musical algumas comédias. E
com a junção dos dois surgia a comédia musical.
Filmes históricos ou bíblicos na maioria das vezes caminharam de
mãos dadas. Dentre os que misturavam este dois gêneros se
destacaram "Os dez mandamentos" (versão original de
1923),
"Rei dos Reis" de 1932 e Cleopatra de
1934.
Filmes de gangsters se tornaram populares como por exemplo
"Little Caesar" e "The Public Enemy" ambos de
1931.
Este tipo de filme foi fortemente influenciado pelo Expressionismo
Europeu. Talvez o ator que mais se destacou neste gênero foi
Humphrey
Bogart.
O gênero ficção cinetífica já existente desde o cinema mudo foi
se desenvolvendo cada vez mais com a produção de clásicos como
"Drácula" (com Bela Lugosi) de 1931 e
"Frankenstein" (com Boris Karloff) do mesmo ano.
O duplo sentido com
conotações sexuais de Mae West em "She
Done Him Wrong" de 1933. A comédia anarquica sem sentido dos
Irmãos
Marx.
Em 1939 os maiores êxitos do
cinema foram "O
Maravilhoso Mágico de Oz" e o "Gone with the
Wind" (pt: "E tudo o vento levou"; br: "E o
vento levou").
Na Itália foi criada a Cinecittà por
ordem de Mussolini em 1937. Na América
Latina se destacaram o mexicano Cantinflas e a
luso-brasileira Carmem Miranda. Carmem Miranda
estreou no filme "Alô, Alô Carnaval" de 1936 mas conseguiria
sucesso internacional na década seguinte atuando em Hollywood.
O filme "Casablanca"
de 1943
A Segunda
Guerra Mundial fez com que a Inglaterra e
Estados Unidos
produzissem vários filmes com apelo patriota e que serviram de
propaganda de guerra. Havia também já no final da guerra filmes
antinazistas. Dentre os filmes que retrataram a época da guerra se
destacou o popular "Casablanca" de 1943 com o ator Humphrey
Bogart.
No começo da década, o diretor Orson Welles lançou
o filme "Citizen Kane"
(em Portugal, "O Mundo a seus Pés"; no Brasil,
"Cidadão Kane") com inovações como ângulos de filmagem e
narrativa não linear. Em 1946, o diretor Frank Capra
lançou o filme "It's a wonderful life". Ambos os filmes
estão classificados entre os melhores de todos os tempos.
No ano de 1947, o Comitê de Segurança
dos Estados Unidos
fez a primeira lista negra de Hollywood acusando 10 diretores e
escritores de promover propaganda comunista. Os filmes "Mission
to Moscow" e "Song of Russia" foram considerados
propaganda pró-soviética.
Na Itália nascia o
Neo-realismo como
reação ao cinema facista do regime de Mussolini, e buscava a máxima
naturalidade, com atores não profissionais, iluminação natural e
com uma forte crítica social. Se considera inaugurado o gênero com
"Roma, cidade aberta" (de 1945), ainda que se
considera como seu maior representante "Ladrão de bicicletas"
de Vittorio de
Sica.
O Comitê de Segurança amplia a lista negra incluindos diretores,
atores e escritores incluindo até mesmo Charles
Chaplin.
O início da década de 50 marcou para a chanchada brasileira uma
enorme reviravolta. Embora a Atlântida tenha se consagrado na
década anterior como uma das mais fortes indústrias
cinematográficas do país, ainda assim as produções eram um tanto
desleixadas. Os estúdios estavam mal acomodados, os equipamentos
sem a manutenção necessária e os atores recebiam quantias ínfimas
pelo árduo trabalho de interpretar em condições precárias. No fim
da década 40, mais precisamente no ano 47, o sucesso das chanchadas
trouxeram para a Atlântida uma série de novos investidores,
interessados principalmente em participar dos lucros da empresa,
então ainda sob a administração dos irmãos Burle e Moacyr Fenelon.
Entra em cena nesta altura um personagem que será fundamental na
consolidação das produções da Atlântida na década de 50: Luís
Severiano Ribeiro Jr.. Severiano entrou juntamente com vários
outros empresários nos investimentos em produções, que a ele
principalmente interessavam por seu domínio em pelo menos 40% das
salas de exibição no Brasil. Assim, ele poderia participar dos
lucros de uma forma muito maior. A grande surpresa veio, ainda em
1947, quando noticiaram que Severiano havia comprado uma grande
quantia de ações da Atlântida, tornando-se acionista majoritário e,
consequentemente, dono da companhia.
Os filmes 3-D porém duraram pouco tempo, de 1952 até 1954 dentre os
quais se destacou o filme "House of Wax" de 1953.
No final da década de 50 surgia na França o maravilhoso
nouvelle vague
donde se destacaram Claude Chabrol,
Jean-Luc Godard
("O Acossado") e François
Truffaut ("Os Imcompreendidos").
O cinema da
Índia era produzido em grande escala mas no ano de 1955 pela
primeira vez ganhou reconhecimento internacional com o filme
"Pather Panchali" (ou "A canção do caminho").
Nos anos 60 o sistema Hollywood começou a entrar em
declínio. Muitas produções passaram a ser feitas em Pinewood
Studios na Inglaterra e
Cinecittà na Itália ficando fora
de Hollywood. "Mary Poppins" de 1964 da Walt Disney
Productions, "My Fair Lady" também de 64 e "The Sound
of Music" (br: A noviça rebelde - pt: Música no coração) de
1965
estão entre os filmes mais rentáveis da década.
Iniciado pelo diretor John Cassavetes,
o cinema americano passou a tomar novos rumos com a produção
independente com orçamento reduzido.
Na França o destaque ficou para "Jules e Jim" de
1962
(br: "Uma mulher para dois" do diretor François Truffaut).
Na Itália foi o filme "La dolce Vita" de Federico
Fellini de 1960. Na Inglaterra o
destaque ficou para o início da série de filmes de 007 com o filme
"Dr.No" em 1962. Na América Latina o
maior destaque ficou por conta da Argentina e do diretor
Fernando
Solanas.